Projeto voltado para castanha em Humaitá abre porta para estruturação de cadeia produtiva

A instalação da fábrica da HumaitaNuts para beneficiamento de castanha desidratada seca na cidade de Humaitá aprovada nesta quarta-feira (25/04) pelo Conselho de Desenvolvimento do Estado do Amazonas (Codam) é uma operação estratégica na tarefa de estruturar uma cadeia produtiva neste segmento, segundo o diretor do Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal do Amazonas (Idam), Malvino Salvador. O Amazonas é o maior produtor de Castanha do Brasil do País, mas o Pará se mantém como maior exportador do produto.



O projeto de produção da HumaitaNuts está estimado em R$ 2,6 milhões e prevê processos automatizados de beneficiamento da castanha. Essa modernização das etapas de beneficiamento deve agregar valor a toda cadeia produtiva desse fruto. “Esse avanço na industrialização da castanha certamente ajudará na composição de preço para os extrativistas. É preciso inseri-los no mercado de uma vez por toda”, disse Malvino Salvador.



Caminho natural - O vice-presidente da Federação da Agricultura do Amazonas (FAE), José Azevedo, disse que projeto de aproveitamento do imenso potencial de recursos naturais do Estado sempre foi um caminho natural, e o único que pode fixar o homem no interior.



O secretário de Estado de Planejamento, Oreste Schneider, destacou que o Amazonas precisa ter alternativas de desenvolvimento. “Não pode haver interiorização do desenvolvimento sem projetos nas áreas de agropecuária e mineração”, afirmou.



Schneider lembrou que a mesma distorção na cadeia de produção da castanha, cuja exportação concentra-se no Pará, acontece com as reservas de minério existentes no Estado. Embora seja o maior produtor de estanho, o Amazonas perde para São Paulo a condição de exportador do produto.



Código Tributário - Presidindo a reunião do Codam, o secretário de Estado de Fazenda, Alfredo Paes, fez questão de esclarecer que, no projeto que altera o Código Tributário do Amazonas, em tramitação na Assembleia Legislativa do Estado, as empresas instaladas no interior, assim como o comércio, não serão prejudicadas.



“A determinação do governador Amazonino Mendes era que fossem revisados os artigos para que houvesse justiça na concessão de benefícios tanto para o comércio quanto para a indústria. Nós estamos adequando a legislação. Isso está dando resultados como a revogação do MVA, que prejudicava o comércio. O crédito presumido para o interior está sendo adequado, é necessário que as empresas que tenham projetos no interior usem o crédito presumid

26/04/2018